
Ela queria se vingar assim como em ''Dezesseis'' mas na crua verdade ela queria se vingar de si própria. Não o matando, isso NÃO. Mas pondo-se a se torturar, por gostar de uma pessoa errada. Mas já tinha encontrado a vingança há algum tempo, mas só tinha parado pra pensa agora que estava na negrura, onde não há nenhum tipo de luz lá no fundo que ela pudesse buscar. Pensou ter encontrado uma solução para aquilo que a trazia dor, e foi isso que achou , uma solução para sua rancorosa dor: Uma pessoa que a fez sentir desejada, melhor, amada. E essa solução não a trazia aflição, mas trazia prazer. Porém não podendo esquecer daquela pessoa que por minutos de prazer, a satisfazia, e a fazia esquecer a dor de um amor perdido, de uma amor sem esperanças, de um amor morto sem vida, sem luz. Um amor que não existe, um amor enfantizador, um amor platônico talvez, mas é um amor inexistente . Um amor que somente ela tinha criado. Um amor de ilusões, de sua própria imaginação. Já aquele não, aquele era um amor de prazeres e satifações de ambas as partes. E ela que estava cega demais para enxergar, gastou um dia inteiro refletindo o que estava ali na frente dela. Ele sempre esteve no escanteio do seu jogo, sempre no banco de reserva e que quando entrava até era esquecido, até hoje. Nada que uma noite de pensamentos, de verdades ditas, para realmente abri-la os olhos para aquilo que lhe traz um bem enorme, uma satisfação que ninguém mais trazia, só ele. Não era uma nova paixão, e sim uma nova descoberta para uma nova paixão, talvez. Um sentimento que ela ainda queria aprofundar até a alma, para vê se valia a pena se entregar de corpo e alma estudando-a mais, talvez seje a palavra certa, porém não podia deixar de viver, de curti de sair com meus amigos, para ficar estudando a alma de alguém, só estava querendo dizer que ele era a primeira opção, mas entre muitas diversões podem vim a calhar mais amores que podia estudar e talvez se entregar. Alguns poetas dizem que o tempo é o vento, mas pelo incrível que pareça o tempo pra ela estava se rastejando, só porque denovo estava se apaixonado!
(Poema de Camila Henrique falando sobre seu suposto amor platônico.)

