domingo, 23 de janeiro de 2011

Pirraça

Passa o tempo e não demora
Os ponteiros do relógio batem as 10 hs
Quando eu vou à janela
E lá fico de pé
Esperando o meu amor
Que passa e não me quer
Então vejo o tempo passar
10:04, 10:05
O tempo pirraça
Pirraça com a minha cara
Menino, para com essa marra
Pare de me esnobar
Para de se gabar
Porque o meu amor por ti
Um dia há de acabar
Quando eu saio do trabalho
Quero que o tempo passe
Mas quando chego em casa
Os ponteiros só me dão o tic tac
E quando eu encontro os amigos
Para tomar um café
Pego uma rosa na árvore
Para brincar de bem me quer
Quando paro e vejo o tempo
O tempo também me olha
Ele fica intacto, pois já está na hora
Anciosa, eu tomo um banho e vou a escada
E compro bala, suspiro, pacoça e cocada
E vejo o tempo parar
Sentindo o meu coração acelerar
Minhas mão começam a suar
Quando o vejo passar
O tempo de pirraça
E gozando da minha cara
Você é cheio de marra
E se gaba com sua mala
Sabe que eu te gosto
Sabe que eu te espero
Contando no relógio
Mas pare de me esnobar, Ferreira
O que sinto não é brincadeira.






terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A rua deserta




Antes os mesmos motivos que me faziam querer ir embora daqui, hoje me prendem nesse lugar tenebroso. As vezes sinto que é melhor eu ir embora, evitar de olhar para sua face e tentar esquece-lo, mas não estou conseguindo largar esse vicio que fixado em mim já é uma obsessão. Eu já devia saber que você já teria alguém, mas minha ingenuidade sempre me impediu de pensar em mais alguém além de nós em um futuro ''promissor'' que eu mesma em nostalgia fiz questão de criar, repleto de ilusões em um barco à naufragar. -Que eu sou louca-, todos sabem, mas algo que nem eu desconfiava é que tenho o dom de prever o futuro e assim eu sinto quando você está se aproximando, então o vigio até onde à vista da janela alcança. E é tão ruim quando não o vejo chegar, então ponho-me a olhar para essa rua que é a minha única escapatória do tédio. Quando você reduz, meu coração acelera e quando apaga a luz, a insônia me espera. E agora o que eu vou fazer já que tem namorada e meus olhos não conseguem encarar os olhos seus? E o sol ainda não secou as minhas lágrimas que cairam? Por onde andei senti coisas semelhantes a isto que no momento estou sentindo, mas essa está me impedindo de querer viver e obrigando-me a andar pelas ruas desertas do fundo de minha alma.