quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Depoimento à todos os amigos


- E disse Abraham Lincoln: '' Não te esqueças que os estranhos são amigos que ainda não conheces''. Lembro me sutilmente das amizades que fiz na escola Bananas de Pijamas, no Instituto Batista de Ensino, no Roberto Silveira, no Antônio Figueira de Almeida, no Centro Cultural de Nilópolis e alguns cursinhos. Lembro me também de todos os colegas e amigos que o tempo levou mas que permanecem aqui em minha mémoria e no meu coração que ainda pulsa. Aprendi com o tempo que amiúde amigos tem que ir a um lugar e essa ida irá deixar marcas e um sentimento chamado: Saudades. - E quando pequena eu me perguntava: O que é saudade? Até definir que saudade nada mais é do que amar um passado que ainda não passou e que nos prende com sofreguidão ao presente e não nos deixa enchergar o esplendor que nos aguarda para o futuro. Mesmo que o tempo esteje em nossas mãos, o que está porvir não nos pertence. Amigos sempre irão estar indo e vindo, chegando e sumindo. Hoje, cada minuto me interessa mesmo que o tempo voe com pressa. Ninguém amadurece, eu por exemplo, tenho o mesmo olhar... o mesmo olhar daquela menina que quando passava em frente a escola que estudou por alguns anos reparava atentamente como as coisas tinha mudado. O mesmo olhar daquela menina que sofria com cada despedida, com cada música que ouvia e refletia que talvez irá encontrar pelas ruas alguns de seus amigos e eles não irá a reconhecer, ela irá chorar e pensar que tem algumas amigas que já são mãe e que outros amigos estão perdidos com fuzis na mão e com rádios na cintura, ou irá se lembrar que tem amigos presos como bichos engaiolados trancafiados, ou pior ... irá se lembrar que tem amigos que estão de baixo da terra. ''Sinto falta das coisas que perdi. Do lugar onde eu nasci do colégio em que estudei. Amigos vão sem se despedir''. Não tenho vergonha de dizer que choro todas as vezes quando ouço Canção da Améria de Milton Nascimento ou Photograph de Nickelback, ou quando vejo uma foto antiga de quando enrolava os cabelos com bigudinhos e passava guanidina. Não tenho condições em fazer um enorme laurel, então enaltecerei em um pequeno depoimento o que sempre senti por todos meus amigos, sei que não é muito digno mas minhas palavras serão sinceras e espero que recebam como um presente que não envelhece, que não quebra, um presente inalterável. Enfim: Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte de minha vida. Na rua Lucy Flores, no C.A, nas turmas: 102, 203, 305, 406, 505, 603, 703, 805, 1013, 2010 e 3007, no CCN, foram os locais onde eu passei os melhores momentos da minha vida, fiz amigos maravilhosos. Muitos dos quais ficarão comigo para sempre, não cito o nomes porque o futuro é indefinivel. Agora mais do que nunca é hora de comemorar, comemorar por alguns ainda estarem em minha vida, comemorar por terem me ajudado a ser uma pessoa melhor, por me dar conselhos, por me darem esporros, por me darem abrigo, por me darem colo... por serem meus amigos! Essse é o momento especial, de olhar pra trás e ver tudo o que passei com amigos que se foram, e de olhar também tudo o que passei com meus amigos de infância. Sem dúvidas tivemos conflitos e tristezas, mas nada que uma piada boba não nos fizerem sorrir. Felizmente tive por inúmeros bons momentos de alegrias, vitórias e cumplicidade. Devo-lhes agradecer a cada instante que comigo estiveram, agradecer a cada lágrima que secaram fazendo de suas mãos lenços. E agora irei valorizar todos os momentos que renderiam piadas, livros e até mesmo filmes. Compreendam que nunca irei abandonar vocês, sou canceriana. Agora, mesmo não estando ao lado de alguns, sempre estarei com vocês, não só na memória, em fotos ou no coração, mas estarei ai em espírito vivo. Até parece uma despedida, mas a todos que se foram e não diseram adeus, quero que abra os braços e sintam um abraço que os faça dormecer os membros e sentir apnéia e entendam como um até logo... e os que comigo ainda estão, quero que sintam todo o meu carinho e se agarrem a toda minha emoção e que interpretem como: EU AMO VOCÊS! (Pósparido)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Desaparecimento do Patriotismo


As vezes sinto me inconveniente e impotente. Talvez seja porque minha geração não esteje honrando sua nação. As gerações anteriores sempre cultivaram o americanismo, mas hoje a paixão pelo moderno está revelante. Preferia ter nascido na geração coca-cola. Adolescentes estão trabalhando por dinheiro e se esquecendo que se não encontrarem felicidade no emprego não encontraram em lugar nenhum, estão preferindo ir pro exterior e se a saudade apertar. -Ah! manda um e-mail. A ambição está correndo pelas mãos, a fraternidade está por fim, enfim está em extinção o amor à patria. Em 64 mesmo com a falta de respeito à uma Constituição, mesmo com a criação do AI, com o sistema bipartidário: ARENA E MDB, com a população sem poder de escolha, com os golpes de Estados denominados 'Revoluções', com presidentes como: Castello Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo, com as ameaças de repressão, tortura e discórdia sempre presente, com a decretação de estado de sítio sem a autorização do Congresso, com a superioridade do Executivo sobres os poderes Lesgislativos e Jurídicos, anulando o equilíbrio entre os três poderes, mesmo com a guerra ''interna'', com os anos de Chumbo com o apoio da burguesia Nacional e Internacional, com violências como: torturas, prisões, sequestros e assassinatos, com os cursos de filósofia sendo reprimidos renegando à ideologia, com a ditadura impondo maiores restrições à sociedad. Os alunos do E.M e universitários tinham amor à sua pátria. Hoje em dia, ninguém mais celebra em um grande laurel: Edson Luís, a VPR, a ALN, músicos, escritores, jornalistas, intelectuais, padres e donas de casa que estiveram na passeata que se transformou em um marco histórico no alto dos edifícios da Castelo Branco. Hoje em dia, adolescentes confundem apologias com melodias, poesias com rimas e cantores com pessoas afinadas. E o Tropicalismo? Ah se soubesse de sua trajetória e do hino: ''Pra não dizer que não falei das rosas''. (Pósparido)