
As vezes sinto me inconveniente e impotente. Talvez seja porque minha geração não esteje honrando sua nação. As gerações anteriores sempre cultivaram o americanismo, mas hoje a paixão pelo moderno está revelante. Preferia ter nascido na geração coca-cola. Adolescentes estão trabalhando por dinheiro e se esquecendo que se não encontrarem felicidade no emprego não encontraram em lugar nenhum, estão preferindo ir pro exterior e se a saudade apertar. -Ah! manda um e-mail. A ambição está correndo pelas mãos, a fraternidade está por fim, enfim está em extinção o amor à patria. Em 64 mesmo com a falta de respeito à uma Constituição, mesmo com a criação do AI, com o sistema bipartidário: ARENA E MDB, com a população sem poder de escolha, com os golpes de Estados denominados 'Revoluções', com presidentes como: Castello Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo, com as ameaças de repressão, tortura e discórdia sempre presente, com a decretação de estado de sítio sem a autorização do Congresso, com a superioridade do Executivo sobres os poderes Lesgislativos e Jurídicos, anulando o equilíbrio entre os três poderes, mesmo com a guerra ''interna'', com os anos de Chumbo com o apoio da burguesia Nacional e Internacional, com violências como: torturas, prisões, sequestros e assassinatos, com os cursos de filósofia sendo reprimidos renegando à ideologia, com a ditadura impondo maiores restrições à sociedad. Os alunos do E.M e universitários tinham amor à sua pátria. Hoje em dia, ninguém mais celebra em um grande laurel: Edson Luís, a VPR, a ALN, músicos, escritores, jornalistas, intelectuais, padres e donas de casa que estiveram na passeata que se transformou em um marco histórico no alto dos edifícios da Castelo Branco. Hoje em dia, adolescentes confundem apologias com melodias, poesias com rimas e cantores com pessoas afinadas. E o Tropicalismo? Ah se soubesse de sua trajetória e do hino: ''Pra não dizer que não falei das rosas''. (Pósparido)
Nenhum comentário:
Postar um comentário